Posts Tagged ‘Postura Profissional’
O currículo é um documento que o candidato apresenta a possíveis empregadores com objetivo de mostrar suas experiências e competências e, quem sabe, conseguir uma oportunidade profissional. Muitas pessoas, na ânsia de conseguir a tão sonhada vaga, utilizam algumas artimanhas para ressaltar pontos positivos e passar uma imagem melhor nesta primeira avaliação e chegam até mesmo a inserir informações falsas no currículo, como cursos que não fizeram, locais que não trabalharam e conhecimentos que não possuem.
Já me deparei com situações diversas em que identifiquei mentiras em currículos de candidatos, como um rapaz que estava concorrendo a uma vaga de motoboy, mas ainda não possuía a CNH, o que só foi descoberto quando os documentos para admissão foram solicitados. Um outro que indicou períodos nas empresas maiores do que ocorreram na realidade, e quando questionado disse que queria aparentar mais estabilidade em seu percurso profissional. Ou ainda, uma estudante que informou ter conhecimento avançado em determinada ferramenta de informática, mas no teste prático mostrou que na verdade seu nível de conhecimento era básico.
Estamos falando aqui sobre honestidade e postura ética, características muito valorizadas no mercado de trabalho. Se o profissional não consegue manter a ética no processo seletivo, sendo desonesta quanto às informações prestadas, será que conseguirá manter postura diferente nas demais situações do cotidiano?
Cabe uma reflexão sobre até que ponto vale mentir na tentativa de conquistar um emprego. O risco de ser descoberto em alguma mentira deste tipo pode até ser baixo em alguns casos, mas os danos causados se esta for descoberta, são imensos, e às vezes irreparáveis. Não vale a pena correr o risco de o entrevistador perceber uma mentira em seu currículo e eliminá-lo não somente do processo que atualmente está concorrendo, mas de qualquer outro que a empresa vá realizar. Muito pior será se você conquistar a vaga e for descoberto, pois colocará em risco a confiança que seu chefe tem em você ou até mesmo seu emprego.
Hoje muitas empresas conseguem se prevenir contra este tipo de atitude sendo rigorosas em seus processos de contratação, realizando testes para avaliar conhecimentos, exigindo documentação comprobatória de cursos realizados e conferindo informações de locais trabalhados na Carteira de Trabalho, por exemplo.
Vale ressaltar que há um Projeto de Lei que tramita na Câmara dos Deputados que tenta tipificar como crime a falsidade de currículo. Trata-se do Projeto de Lei nº 6561/09, do deputado Carlos Bezerra, que propõe os seguintes termos:
“Falsificar, no todo ou em parte, currículo, ou alterar o teor ou dados de currículo verdadeiro, inserindo informação falsa nele ou em banco de dados que armazene ou disponibilize para consulta o respectivo conteúdo, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal, causar dano a outrem ou fazer prova de fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo, emprego, função, título, bolsa de estudos, isenção de ônus ou de serviço de caráter público, ou qualquer outra vantagem. Pena – detenção, de dois meses a dois anos.”
Talvez seja exagero levar à prisão alguém que fornece informações erradas em seu currículo, mas certamente inibiria muitos casos se esta Lei entrasse em vigor.

São diversos os motivos que podem levar uma pessoa que está trabalhando a buscar um novo emprego. Pode ser por insatisfação com o salário ou com o ambiente de trabalho, falta de perspectivas de crescimento na empresa, problemas de relacionamento, busca por novos desafios ou vários outros motivos. O fato é que nem todos que estão nesta situação podem pedir demissão para buscar a nova oportunidade, precisam manter-se no emprego atual até que consigam conquistar a vaga que desejam.
A busca por novas oportunidades quando se está empregado é delicada, e para não colocar em risco o emprego atual, o profissional deve agir com cautela, preparar-se para as situações que irá enfrentar e ter equilíbrio para tomar decisões no momento certo.
Se você está em busca de um novo emprego, confira as dicas para dedicar-se a esta tarefa, minimizando os riscos de perder o emprego atual.
1. Mantenha o mesmo nível de comprometimento: O seu rendimento no trabalho não pode cair! Nunca deixe de dar o seu melhor na empresa em que está trabalhando, pois você não sabe quanto tempo levará a busca pela nova oportunidade. Se não quer colocar em risco o seu emprego, mantenha o mesmo nível de comprometimento habitual e não deixe a ansiedade interferir no seu dia a dia.
2. Cuidado ao utilizar os recursos da empresa: Evite utilizar recursos corporativos para buscar uma nova colocação. Não pesquise sites de emprego na Internet e nunca utilize o e-mail corporativo para encaminhar o seu currículo, pois dependendo da política de segurança da empresa, você pode ser monitorado. Além disso, ao encaminhar o currículo pelo e-mail da empresa, o seu futuro empregador pode considerar desrespeitoso e não gostar que você gaste tempo do trabalho com assuntos pessoais.
3. Seja discreto sobre o assunto no ambiente de trabalho: Evite comentar suas intenções com seus colegas da empresa, isso pode desestimular as pessoas que convivem com você e na maioria das vezes não ajuda em nada. E sempre existe o risco de alguém lhe prejudicar fazendo algum comentário inadequado. Se achar necessário, compartilhe esta informação apenas com pessoas de extrema confiança.
4. Seja responsável ao administrar o seu tempo: Procure agendar as entrevistas e compromissos da seleção em momentos que não conflitem com seu horário de trabalho. Os selecionadores têm se mostrado compreensivos quanto a este aspecto, então, se sentir que há abertura para isso, tente negociar um horário mais adequado para ambas as partes, mas cuidado para não deixar má impressão neste momento. Quando não tiver jeito e a entrevista for agendada no meio da tarde, ou você precisar se ausentar por um período longo, evite utilizar justificativas dramáticas e mostre-se disposto a compensar as horas que precisou ficar fora.
5. Comunique sua decisão quando tiver algo concreto: Somente compartilhe a informação de que está saindo da empresa depois que a proposta estiver formalizada. São raros os casos de chefes que recebem com bons olhos a decisão do funcionário de deixar a empresa. Muitos interpretam como traição ou que a pessoa não está mais comprometida, o que pode gerar desconforto e desgastes desnecessários se a nova oportunidade não for adiante.
6. Saiba sair sem fechar portas atrás de você: É importante preocupar-se com a imagem que você deixa ao sair de uma empresa, nunca se sabe o que virá pela frente e você pode precisar de referências, ou decidir voltar a trabalhar lá um dia. Não abandone seu emprego quando conseguir uma recolocação, tente negociar prazos com seu novo empregador para facilitar a transição para todas as partes. Sempre que possível, procure dar um tempo para a empresa encontrar um substituto ou treinar uma pessoa para assumir as suas atividades. Prepare-se no dia a dia para deixar o mínimo de pendências possíveis e mostre-se disponível para dar apoio após a sua saída, se for necessário. Estas atitudes demonstrarão respeito e profissionalismo pela empresa.

Qualidade de vida no ambiente de trabalho é fundamental, afinal, é o local onde as pessoas passam grande parte do tempo. Tornar este ambiente mais agradável depende muitas vezes da postura que você adota e da forma como vê a vida. O bom humor pode ser um grande aliado dos profissionais que querem tornar menos árdua a rotina de trabalho.
Pessoas bem humoradas podem se destacar dentro de um grupo, pois esta característica auxilia no aumento da produtividade, facilita a adaptação às mudanças e ameniza o estresse naturalmente gerado em um ambiente profissional. Além disso, alegria tem o poder de contagiar as pessoas, sendo um fator importante para aumentar a união de equipes e favorecer bons relacionamentos interpessoais, o que pode estimular um clima mais positivo dentro da empresa.
O ambiente profissional, entretanto, requer um comportamento equilibrado. Isto significa que não se pode ir a nenhum extremo quando se trata de ter ou não humor, pois tanto o excesso quanto a ausência podem ser prejudiciais.
Aqueles que exageram no brincar, que fazem piadas inadequadas e desnecessárias, tornam-se inapropriados e fora de contexto. É imprescindível saber identificar a hora certa de fazer uma brincadeira. Já aqueles que carecem de humor e que se irritam com os que são bem humorados, acabam se tornando distantes e podem até afastar os colegas de trabalho, gerando conflitos desnecessários.
Engana-se quem acha que para ser bem humorado é preciso ser um contador de piadas. Uma pessoa pode expressar o bom humor nas atitudes mais simples, como cumprimentar os colegas com cordialidade e simpatia, buscar o lado positivo dos acontecimentos do dia a dia, não reclamar de tudo e ter uma atitude mais otimista.
Manter o bom humor muitas vezes se torna um desafio em condições de trabalho não muito satisfatórias, por isso, é preciso ter em mente os benefícios que esta prática pode trazer. Ser bem humorado contribui para uma vida mais saudável e torna as pessoas mais felizes.
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A concorrência acirrada por vagas de empregos favorece quem se prepara melhor. Conquistar uma vaga requer portanto, dedicação e preparo. A todo o momento vemos exemplos de pessoas que cometem erros básicos que excluem de processos seletivos. É claro que deixar de cometer erros não garante a contratação, mas cometer algum deles reduz as chances de conquistar a vaga.
Esta é a segunda parte do artigo Evite Erros no Processo Seletivo – leia também a primeira parte, com 10 erros que devem ser evitados. Abaixo temos a continuação, com mais 10 erros que devem ser observados para não ser desclassificado em uma seleção:
11. Humor desnecessário: Não tente descontrair o ambiente usando piadas ou tentando ser engraçado, pois o entrevistador pode não achar graça no seu humor e você criará uma situação constrangedora e desnecessária. Se o próprio entrevistador usar este recurso, sorria e participe da situação com naturalidade, mas não se empolgue demais, pois você é quem está sendo avaliado.
12. Ponto fraco com característica positiva: É comum em entrevistas ser questionado sobre qual é o seu ponto fraco ou que característica necessita desenvolver. Não responda com alguma qualidade tentando fazê-la parecer negativa. Dizer que é perfeccionista, que trabalha demais, é exigente, ou então que é impaciente para atingir resultados são características positivas. Tente identificar uma característica negativa que não seja tão relevante para o desempenho no cargo e deixe claro que está disposto a contornar esta dificuldade.
13. Revelar dados confidenciais de empresas anteriores: Ao falar a respeito de empresas que já trabalhou, nunca revele informações ou detalhes confidenciais, pois pode comprometer a sua confiabilidade diante do entrevistador. Ele pode supor que se você toma esta atitude em relação a uma empresa que já trabalhou, poderá agir da mesma forma na próxima empresa que vier a trabalhar.
14. Fingir ser algo que não é: Não adianta fingir ser uma pessoa que não é em um processo seletivo. Falar que gosta de coisas que na verdade não gosta, que comporta-se de maneira que não é verdade pode causar uma boa impressão na entrevista, mas se você for selecionado, provavelmente não conseguirá manter esta máscara por muito tempo. Além disso, o entrevistador pode perceber que alguma coisa “não encaixa” no seu perfil, pois você fala que é uma coisa e sem perceber pode demonstrar ser outra na prática.
15. Autoelogio para impressionar: Pessoas que usam este recurso em demasia podem passar a impressão de insegurança ou prepotência. A entrevista é o momento para demonstrar suas competências e estas somente serão conhecidas se você falar delas, mas você deve falar sobre si com modéstia e equilíbrio, focando sempre os resultados alcançados e quais competências contribuíram para que você os alcançasse.
16. Achar que a entrevista é só formalidade: É um grande erro passar por qualquer etapa de um processo seletivo considerando que já é o candidato selecionado. Esta atitude é mais comum em candidatos que recebem uma indicação para uma vaga e por isso acreditam que a mesma já está garantida. Mesmo sendo o melhor candidato para a vaga, ao demonstrar arrogância ou fazer pouco caso das etapas de um processo seletivo, você pode dar motivos para que a avaliação sobre o seu perfil seja reconsiderada. Lembre-se que até o momento da definição sobre a contratação você estará sendo avaliado.
17. Estar de passagem: Demonstrar durante a entrevista que considera aquela oportunidade provisória, que tem planos de seguir em uma área diferente, ou que está de olho em uma outra vaga é um grande erro. Nenhuma empresa contrata um candidato que pretende pedir demissão antes mesmo de começar a trabalhar.
18. Atirar para todos os lados: Ao ser convocado para uma seleção, avalie se a oportunidade é realmente interessante para você. Não adianta participar de processos seletivos só por participar, pois você estará desperdiçando o seu tempo e o da empresa. É importante também ter claro para si mesmo quais são seus interesses e em que área deseja atuar. Se você demonstrar que está atirando para todos os lados pode não ser considerado para nenhuma vaga.
19. Apelo emocional para conquistar vaga: Alguns candidatos acham que podem tocar o coração do entrevistador apelando para o lado emocional na tentativa de conquistar a vaga. Alguns fazem uma carta de lamentação e anexam ao currículo, outros na entrevista usam algum artifício para comover o entrevistador. Estas atitudes são inúteis e demonstram instabilidade emocional e falta de maturidade. Prefira demonstrar uma boa autoestima e confiança em si mesmo. Você será selecionado por suas qualificações e competências, e não por caridade ou pena.
20. Forçar retorno do desempenho na seleção: Já entrevistei candidatos que ao final da entrevista, momentos antes de ir embora soltam a pergunta: “E então, eu fui bem?”. Este tipo de questionamento demonstra falta de confiança em si mesmo, além de criar uma situação constrangedora, pois este não é o momento adequado para ter um retorno sobre a seleção. O entrevistador precisa de tempo para pensar e avaliar o seu perfil.

A procura por um emprego nem sempre é fácil. Muitas vezes envolve diversas etapas, como confecção de currículos, participação em dinâmicas de grupo, entrevistas e testes. Ao ser convocado para uma seleção, preocupe-se com as atitudes que irá tomar durante todo o processo seletivo. Você estará sendo avaliado a todo o momento e as falhas que cometer, desde as menores, poderão contribuir para sua desclassificação.
Cometer alguma delas não significa a reprovação imediata, já considerei candidatos que falharam em algum momento do processo, mas isto somente acontece se o conjunto das características dele compensar a gafe cometida. O fundamental, portanto, é preparar-se e evitar ao máximo cometer algum erro.
Selecionei os 20 principais erros cometidos por candidatos em processos seletivos, com algumas dicas para você não falhar. Listo neste artigo os 10 primeiros e continuarei a relatá-los no próximo artigo.
1. Chegar atrasado para a entrevista: É muito indelicado chegar atrasado, principalmente se a entrevista foi marcada com antecedência. Alguns recrutadores acham uma falha imperdoável, mas acredito que se o candidato tiver uma boa justificativa para o atraso, a falha pode ser reconsiderada. O que acredito ser inadmissível é chegar atrasado e não tomar a iniciativa de se desculpar e se explicar. Para evitar este erro é importante estar disponível para a entrevista e programar-se para chegar com antecedência ao local.
2. Deixar celular ligado: Considero falta de educação deixar o celular tocar durante a entrevista, demonstra desrespeito, que você não está priorizando aquele momento. Algumas pessoas optam por deixar no modo vibracal, mas mesmo assim pode atrapalhar a entrevista, pois alguns aparelhos podem ser ouvidos neste modo. Prefira desligar o telefone ou deixar no modo silencioso, será melhor para que você esteja focado no momento. Caso aconteça de você esquecer o celular ligado e ele tocar, desligue imediatamente e peça desculpas sempre. Será imensamente pior se você decidir atender a ligação. Se estiver acontecendo alguma situação emergencial e for extremamente necessário deixar o celular ligado, explique a situação brevemente ao entrevistador ao início da entrevista.
3. Falhar na apresentação pessoal: Ninguém conquista uma vaga por ter uma ótima apresentação pessoal, mas a falha neste aspecto pode contribuir para a reprovação em um processo seletivo. Use o bom senso na hora de escolher o que vestir. Sua roupa deve estar em harmonia com seu estilo pessoal e seus interesses profissionais, deve ser discreta e confortável. Além disso, cuide da higiene pessoal e não exagere em acessórios e perfumes.
4. Mentir sobre qualificações profissionais: Nunca minta ou invente informações sobre suas experiências, formação ou qualquer outra situação. Você pode ser pego de surpresa com perguntas inesperadas ou passar alguma informação incoerente, o que transmitirá falta de credibilidade ao entrevistador. Além disso, você não sabe até que ponto ele irá conferir as informações que está passando, portanto, nunca minta! Mesmo que você passe por toda seleção sem que sua mentira seja descoberta, você pode ser contratado e em algum momento a verdade pode aparecer, o que colocará em risco a confiança que seu chefe tem em você, assim como seu emprego.
5. Estar despreparado para a entrevista: Já entrevistei candidatos que não sabiam informações básicas do próprio currículo, como a cronologia das empresas que trabalhou, ou o tempo que permaneceu em cada uma delas. É importante estar preparado e ter segurança para falar sobre seu histórico, suas qualificações e experiências. Da mesma forma, ter claro para si mesmo seus objetivos e o por quê de estar buscando uma nova oportunidade de trabalho. Uma dica que muitos não se atentam é buscar informações sobre a empresa que está contratando, pois dará mais segurança para conversar sobre as possibilidades da vaga.
6. Falar mal da empresa anterior: É deselegante e antiético referir-se negativamente sobre a empresa que trabalha ou trabalhou anteriormente em uma entrevista de emprego. Mesmo que você tenha inúmeras reclamações a fazer, não utilize o momento da entrevista para desabafar ou contar sobre os problemas que teve lá. Obviamente não é necessário tecer diversos elogios caso estes não sejam sinceros, mas se for questionado sobre a empresa anterior, tente ser sucinto e objetivo, sem parecer evasivo. Tente destacar alguma característica positiva que a empresa tinha e o que acrescentou em sua formação profissional.
7. Prolixidade x Objetividade: Encontre um equilíbrio ao comunicar-se com o entrevistador. Você não deve falar demais a ponto de ser prolixo e não dar tempo do entrevistador fazer perguntas, nem ser excessivamente objetivo, respondendo apenas sim ou não, sem dar detalhes sobre as questões que estão sendo feitas a você. O nervosismo às vezes leva as pessoas a um destes extremos, o que pode prejudicar o desempenho na entrevista. Portanto, tente ficar calmo e atento ao que o entrevistador está perguntando.
8. Gírias, palavrões e erros de português: Cuidado com a forma com que vai expressar-se na entrevista. Lembre-se que é um momento formal, então o uso de gírias está descartado. Parece obvio que é inadequada a utilização de palavrões, mas como já presenciei esta atitude em entrevistas, acho importante falar. Estas duas falhas transmitem imaturidade e falta de bom senso. O cuidado com o português não deve ser menor, pois pode comprometer a contratação, principalmente se as atividades da vaga envolverem comunicação com outras pessoas.
9. Atropelar a fala do entrevistador: Escute o que o entrevistador tem a dizer ou perguntar. Não interrompa sua fala e espere que ele termine a pergunta para começar a responder. Atropelar a fala do outro, alem de ser falta de educação, demonstra nervosismo e falta de limites.
10. Intimidade excessiva com o entrevistador: Evite demonstrar intimidade excessiva com o entrevistador. Lembre-se que você está numa situação em que deve portar-se de forma profissional. Chame-o pelo nome que se apresentou a você, nunca por diminutivos ou apelidos, mesmo que veja outras pessoas chamando desta forma. Não pergunte sobre assuntos pessoais, e se você conhecê-lo de alguma situação informal, seja discreto quanto a isso.
Leia também a segunda parte deste artigo.

Muitos profissionais ignoram a existência de regras para boa utilização de correios eletrônicos disponibilizados pelas empresas, cometendo erros que podem deixar uma má impressão e até mesmo levar à demissão. Já falei um pouco sobre a utilização de recursos de informática no ambiente profissional no artigo Informática a seu Favor, agora irei detalhar um pouco mais sobre a utilização do e-mail corporativo.
É importante esclarecer que este tipo de e-mail é propriedade do empregador, que o cede ao funcionário para utilização como ferramenta de trabalho. Por isso, ao contrário do que muitos pensam, a empresa que monitora e controla as mensagens emitidas pelo correio eletrônico corporativo não está violando o direito à privacidade e ao sigilo de correspondência, previsto pela Constituição. Este direito diz respeito à comunicação estritamente pessoal, o que não é o caso do e-mail cedido para fins laborais.
Além do cuidado em relação ao conteúdo dos e-mails, existem algumas regras de relacionamento que também devem ser observadas. Irei abordar abaixo dicas diversas para melhorar a comunicação e utilização desta ferramenta no trabalho, sem comprometer a sua imagem profissional e o seu emprego.
1. Mensagens com conteúdo pessoal: É aceitável que o funcionário utilize o e-mail corporativo para fins não laborais, desde que tenha ciência de que o conteúdo acessado poderá ser monitorado. Entretanto, a utilização excessiva deve ser evitada, o melhor é usar apenas em casos emergenciais. Sempre que possível, conteúdos pessoais e que não têm relação com o trabalho devem ser tratados pelo e-mail pessoal. Se estiver em busca de uma nova colocação profissional, não utilize o e-mail da empresa atual para enviar o seu currículo, pode passar a impressão de que você não a respeita.
2. Educação e cortesia: Apesar de ser uma correspondência mais informal, a maneira como você se relacionará com as pessoas deve seguir os mesmos padrões de um ambiente profissional. Palavras como “por favor”, “obrigada”, “por gentileza” e “desculpa” devem fazer parte do seu vocabulário. Outra dica importante é responder às mensagens recebidas assim que possível, não deixando solicitações sem respostas.
3. Ortografia e gramática: Evite ao máximo enviar e-mails com erros, pois podem causar uma péssima impressão. Utilize corretores ortográficos para conferência e releia os textos para identificar possíveis erros de digitação ou concordância antes de enviar a mensagem. Sempre tente ser claro e objetivo na construção das mensagens.
4. Escolha do assunto e assinatura: No assunto deve constar uma referência breve e clara do conteúdo da mensagem, o que ajudará o receptor a priorizar suas leituras e facilitará a identificação posterior deste conteúdo em meio a tantas outras mensagens. Elabore uma assinatura padrão para suas mensagens, de preferência identificando seu nome, contatos, setor e empresa. Evite figuras, “emotions” e mensagens adicionais.
5. Encaminhando mensagens a terceiros: O cuidado ao repassar mensagens recebidas a terceiros deve ser grande, principalmente se o conteúdo desta for restrito. Coloque no campo “Para” as pessoas que terão ação direta ou decisão sobre o assunto, e no campo “Cópia” as que devem apenas ter conhecimento a respeito. Ao enviar mensagens a um grupo de pessoas que não se conhecem, utilize o recurso “Cópia oculta”, evitando, desta forma, a divulgação de e-mails de outras pessoas sem autorização. Ao envolver uma pessoa em um assunto em andamento, cite o nome desta para que os demais tenham conhecimento. Cuidado com o recurso “Responder a todos”, confira sempre quem está na lista.
6. Envio de arquivos anexos: Não anexe arquivos sem necessidade. Verifique se o destinatário consegue abrir o arquivo que você usa e se pode receber o tamanho de arquivo que você está enviando. Encaminhar arquivos muito grandes pode sobrecarregar o servidor e a caixa de e-mail do receptor.
7. Excessos devem ser evitados: A utilização de “emotions”, desenhos e palavras abreviadas deve ser evitada em e-mails com conteúdo formal. Além disso, a etiqueta de comunicação na Internet diz que palavras em CAIXA ALTA correspondem ao grito das mensagens faladas, portanto, prefira o negrito ou itálico para destacar parte do seu texto, se for esta a sua intenção.
8. Conteúdos inadequados: É muito importante evitar o envio de correntes, piadas e vídeos pelo e-mail corporativo. Utilize seu e-mail pessoal para isso. Além de demonstrar que você está gastando parte do seu tempo de trabalho com assuntos diversos, dependendo do conteúdo, há possibilidade de você comprometer seu emprego. Brincadeiras inadequadas, intrigas e material pornográfico já foram alvos de discussão na justiça contra o empregado.
Ressalto que o uso do e-mail corporativo pelo empregado de forma diferente da que foi orientada pelo empregador ou de forma que prejudique a imagem da empresa, pode caracterizar indisciplina, insubordinação, incontinência de conduta ou desídia funcional, que justificam a demissão por justa causa.

