06 outubro
2009
por Helena Pontes

Entrevista Emprego

A concorrência acirrada por vagas de empregos favorece quem se prepara melhor. Conquistar uma vaga requer portanto, dedicação e preparo. A todo o momento vemos exemplos de pessoas que cometem erros básicos que excluem de processos seletivos. É claro que deixar de cometer erros não garante a contratação, mas cometer algum deles reduz as chances de conquistar a vaga.

Esta é a segunda parte do artigo Evite Erros no Processo Seletivo – leia também a primeira parte, com 10 erros que devem ser evitados. Abaixo temos a continuação, com mais 10 erros que devem ser observados para não ser desclassificado em uma seleção:

11. Humor desnecessário: Não tente descontrair o ambiente usando piadas ou tentando ser engraçado, pois o entrevistador pode não achar graça no seu humor e você criará uma situação constrangedora e desnecessária. Se o próprio entrevistador usar este recurso, sorria e participe da situação com naturalidade, mas não se empolgue demais, pois você é quem está sendo avaliado.

12. Ponto fraco com característica positiva: É comum em entrevistas ser questionado sobre qual é o seu ponto fraco ou que característica necessita desenvolver. Não responda com alguma qualidade tentando fazê-la parecer negativa. Dizer que é perfeccionista, que trabalha demais, é exigente, ou então que é impaciente para atingir resultados são características positivas. Tente identificar uma característica negativa que não seja tão relevante para o desempenho no cargo e deixe claro que está disposto a contornar esta dificuldade.

13. Revelar dados confidenciais de empresas anteriores: Ao falar a respeito de empresas que já trabalhou, nunca revele informações ou detalhes confidenciais, pois pode comprometer a sua confiabilidade diante do entrevistador. Ele pode supor que se você toma esta atitude em relação a uma empresa que já trabalhou, poderá agir da mesma forma na próxima empresa que vier a trabalhar.

14. Fingir ser algo que não é: Não adianta fingir ser uma pessoa que não é em um processo seletivo. Falar que gosta de coisas que na verdade não gosta, que comporta-se de maneira que não é verdade pode causar uma boa impressão na entrevista, mas se você for selecionado, provavelmente não conseguirá manter esta máscara por muito tempo. Além disso, o entrevistador pode perceber que alguma coisa “não encaixa” no seu perfil, pois você fala que é uma coisa e sem perceber pode demonstrar ser outra na prática.

15. Autoelogio para impressionar: Pessoas que usam este recurso em demasia podem passar a impressão de insegurança ou prepotência. A entrevista é o momento para demonstrar suas competências e estas somente serão conhecidas se você falar delas, mas você deve falar sobre si com modéstia e equilíbrio, focando sempre os resultados alcançados e quais competências contribuíram para que você os alcançasse.

16. Achar que a entrevista é só formalidade: É um grande erro passar por qualquer etapa de um processo seletivo considerando que já é o candidato selecionado. Esta atitude é mais comum em candidatos que recebem uma indicação para uma vaga e por isso acreditam que a mesma já está garantida. Mesmo sendo o melhor candidato para a vaga, ao demonstrar arrogância ou fazer pouco caso das etapas de um processo seletivo, você pode dar motivos para que a avaliação sobre o seu perfil seja reconsiderada. Lembre-se que até o momento da definição sobre a contratação você estará sendo avaliado.

17. Estar de passagem: Demonstrar durante a entrevista que considera aquela oportunidade provisória, que tem planos de seguir em uma área diferente, ou que está de olho em uma outra vaga é um grande erro. Nenhuma empresa contrata um candidato que pretende pedir demissão antes mesmo de começar a trabalhar.

18. Atirar para todos os lados: Ao ser convocado para uma seleção, avalie se a oportunidade é realmente interessante para você. Não adianta participar de processos seletivos só por participar, pois você estará desperdiçando o seu tempo e o da empresa. É importante também ter claro para si mesmo quais são seus interesses e em que área deseja atuar. Se você demonstrar que está atirando para todos os lados pode não ser considerado para nenhuma vaga.

19. Apelo emocional para conquistar vaga: Alguns candidatos acham que podem tocar o coração do entrevistador apelando para o lado emocional na tentativa de conquistar a vaga. Alguns fazem uma carta de lamentação e anexam ao currículo, outros na entrevista usam algum artifício para comover o entrevistador. Estas atitudes são inúteis e demonstram instabilidade emocional e falta de maturidade. Prefira demonstrar uma boa autoestima e confiança em si mesmo. Você será selecionado por suas qualificações e competências, e não por caridade ou pena.

20. Forçar retorno do desempenho na seleção: Já entrevistei candidatos que ao final da entrevista, momentos antes de ir embora soltam a pergunta: “E então, eu fui bem?”. Este tipo de questionamento demonstra falta de confiança em si mesmo, além de criar uma situação constrangedora, pois este não é o momento adequado para ter um retorno sobre a seleção. O entrevistador precisa de tempo para pensar e avaliar o seu perfil.

01 outubro
2009
por Helena Pontes

Entrevista Emprego

A procura por um emprego nem sempre é fácil. Muitas vezes envolve diversas etapas, como confecção de currículos, participação em dinâmicas de grupo, entrevistas e testes. Ao ser convocado para uma seleção, preocupe-se com as atitudes que irá tomar durante todo o processo seletivo. Você estará sendo avaliado a todo o momento e as falhas que cometer, desde as menores, poderão contribuir para sua desclassificação.

Cometer alguma delas não significa a reprovação imediata, já considerei candidatos que falharam em algum momento do processo, mas isto somente acontece se o conjunto das características dele compensar a gafe cometida. O fundamental, portanto, é preparar-se e evitar ao máximo cometer algum erro.

Selecionei os 20 principais erros cometidos por candidatos em processos seletivos, com algumas dicas para você não falhar. Listo neste artigo os 10 primeiros e continuarei a relatá-los no próximo artigo.

1. Chegar atrasado para a entrevista: É muito indelicado chegar atrasado, principalmente se a entrevista foi marcada com antecedência. Alguns recrutadores acham uma falha imperdoável, mas acredito que se o candidato tiver uma boa justificativa para o atraso, a falha pode ser reconsiderada. O que acredito ser inadmissível é chegar atrasado e não tomar a iniciativa de se desculpar e se explicar. Para evitar este erro é importante estar disponível para a entrevista e programar-se para chegar com antecedência ao local.

2. Deixar celular ligado: Considero falta de educação deixar o celular tocar durante a entrevista, demonstra desrespeito, que você não está priorizando aquele momento. Algumas pessoas optam por deixar no modo vibracal, mas mesmo assim pode atrapalhar a entrevista, pois alguns aparelhos podem ser ouvidos neste modo. Prefira desligar o telefone ou deixar no modo silencioso, será melhor para que você esteja focado no momento. Caso aconteça de você esquecer o celular ligado e ele tocar, desligue imediatamente e peça desculpas sempre. Será imensamente pior se você decidir atender a ligação. Se estiver acontecendo alguma situação emergencial e for extremamente necessário deixar o celular ligado, explique a situação brevemente ao entrevistador ao início da entrevista.

3. Falhar na apresentação pessoal: Ninguém conquista uma vaga por ter uma ótima apresentação pessoal, mas a falha neste aspecto pode contribuir para a reprovação em um processo seletivo. Use o bom senso na hora de escolher o que vestir. Sua roupa deve estar em harmonia com seu estilo pessoal e seus interesses profissionais, deve ser discreta e confortável. Além disso, cuide da higiene pessoal e não exagere em acessórios e perfumes.

4. Mentir sobre qualificações profissionais: Nunca minta ou invente informações sobre suas experiências, formação ou qualquer outra situação. Você pode ser pego de surpresa com perguntas inesperadas ou passar alguma informação incoerente, o que transmitirá falta de credibilidade ao entrevistador. Além disso, você não sabe até que ponto ele irá conferir as informações que está passando, portanto, nunca minta! Mesmo que você passe por toda seleção sem que sua mentira seja descoberta, você pode ser contratado e em algum momento a verdade pode aparecer, o que colocará em risco a confiança que seu chefe tem em você, assim como seu emprego.

5. Estar despreparado para a entrevista: Já entrevistei candidatos que não sabiam informações básicas do próprio currículo, como a cronologia das empresas que trabalhou, ou o tempo que permaneceu em cada uma delas. É importante estar preparado e ter segurança para falar sobre seu histórico, suas qualificações e experiências. Da mesma forma, ter claro para si mesmo seus objetivos e o por quê de estar buscando uma nova oportunidade de trabalho. Uma dica que muitos não se atentam é buscar informações sobre a empresa que está contratando, pois dará mais segurança para conversar sobre as possibilidades da vaga.

6. Falar mal da empresa anterior: É deselegante e antiético referir-se negativamente sobre a empresa que trabalha ou trabalhou anteriormente em uma entrevista de emprego. Mesmo que você tenha inúmeras reclamações a fazer, não utilize o momento da entrevista para desabafar ou contar sobre os problemas que teve lá. Obviamente não é necessário tecer diversos elogios caso estes não sejam sinceros, mas se for questionado sobre a empresa anterior, tente ser sucinto e objetivo, sem parecer evasivo. Tente destacar alguma característica positiva que a empresa tinha e o que acrescentou em sua formação profissional.

7. Prolixidade x Objetividade: Encontre um equilíbrio ao comunicar-se com o entrevistador. Você não deve falar demais a ponto de ser prolixo e não dar tempo do entrevistador fazer perguntas, nem ser excessivamente objetivo, respondendo apenas sim ou não, sem dar detalhes sobre as questões que estão sendo feitas a você. O nervosismo às vezes leva as pessoas a um destes extremos, o que pode prejudicar o desempenho na entrevista. Portanto, tente ficar calmo e atento ao que o entrevistador está perguntando.

8. Gírias, palavrões e erros de português: Cuidado com a forma com que vai expressar-se na entrevista. Lembre-se que é um momento formal, então o uso de gírias está descartado. Parece obvio que é inadequada a utilização de palavrões, mas como já presenciei esta atitude em entrevistas, acho importante falar. Estas duas falhas transmitem imaturidade e falta de bom senso. O cuidado com o português não deve ser menor, pois pode comprometer a contratação, principalmente se as atividades da vaga envolverem comunicação com outras pessoas.

9. Atropelar a fala do entrevistador: Escute o que o entrevistador tem a dizer ou perguntar. Não interrompa sua fala e espere que ele termine a pergunta para começar a responder. Atropelar a fala do outro, alem de ser falta de educação, demonstra nervosismo e falta de limites.

10. Intimidade excessiva com o entrevistador: Evite demonstrar intimidade excessiva com o entrevistador. Lembre-se que você está numa situação em que deve portar-se de forma profissional. Chame-o pelo nome que se apresentou a você, nunca por diminutivos ou apelidos, mesmo que veja outras pessoas chamando desta forma. Não pergunte sobre assuntos pessoais, e se você conhecê-lo de alguma situação informal, seja discreto quanto a isso.

Leia também a segunda parte deste artigo.

26 setembro
2009
por Helena Pontes

Negativo de Filme

Além de ampliar o repertório cultural, filmes podem ajudar as pessoas a refletirem sobre aspectos profissionais, fazer relações com o que acontece no cotidiano das empresas ou na busca por um trabalho. Este recurso permite refletir a partir da mensagem que é transmitida e levar você a pensar no que se pode fazer a partir disso.

Para isso é preciso tentar fazer uma relação do enredo com o dia a dia, transformando em uma oportunidade de estímulo profissional. Por isso, vale a pena inclusive assistir novamente a filmes já vistos.

Um dos filmes que indico para reflexão é À Procura da Felicidade.

A procura da felicidade

É um filme que prende a atenção e emociona muito, possui uma bela mensagem de esperança, liberdade, valores pessoais e integridade. A maneira como o personagem principal encara a vida transmite confiança a quem assiste ao filme, pois mesmo sob situações desesperadoras ele não deixa de lado seus valores.

Além disso, a certeza de que, se você realmente estiver a fim de alcançar um sonho, precisa acreditar que é possível, e com determinação e persistência encontrar caminhos para o sucesso, transformando os obstáculos em oportunidades de crescimento.

Veja abaixo o Trailer do filme.

Sinopse do Filme: Inspirado em uma história real, Chris Gardner (Will Smith) é um homem de família que luta para sobreviver. Apesar de todas as tentativas para manter a família unida, sua esposa, mãe de seu filho de cinco anos, decide partir após a constante pressão financeira. Chris, agora um pai solteiro, continua a perseguir desesperadamente um emprego com melhor remuneração, usando toda sua habilidade de vendedor. Uma história de exemplo de determinação na busca de um futuro melhor, na qual Chris usa a afeição e a confiança que seu filho lhe deposita para superar os obstáculos que encontra a cada momento.

25 setembro
2009
por Helena Pontes

Computador trabalho

Muitos profissionais ignoram a existência de regras para boa utilização de correios eletrônicos disponibilizados pelas empresas, cometendo erros que podem deixar uma má impressão e até mesmo levar à demissão. Já falei um pouco sobre a utilização de recursos de informática no ambiente profissional no artigo Informática a seu Favor, agora irei detalhar um pouco mais sobre a utilização do e-mail corporativo.

É importante esclarecer que este tipo de e-mail é propriedade do empregador, que o cede ao funcionário para utilização como ferramenta de trabalho. Por isso, ao contrário do que muitos pensam, a empresa que monitora e controla as mensagens emitidas pelo correio eletrônico corporativo não está violando o direito à privacidade e ao sigilo de correspondência, previsto pela Constituição. Este direito diz respeito à comunicação estritamente pessoal, o que não é o caso do e-mail cedido para fins laborais.

Além do cuidado em relação ao conteúdo dos e-mails, existem algumas regras de relacionamento que também devem ser observadas. Irei abordar abaixo dicas diversas para melhorar a comunicação e utilização desta ferramenta no trabalho, sem comprometer a sua imagem profissional e o seu emprego.

1. Mensagens com conteúdo pessoal: É aceitável que o funcionário utilize o e-mail corporativo para fins não laborais, desde que tenha ciência de que o conteúdo acessado poderá ser monitorado. Entretanto, a utilização excessiva deve ser evitada, o melhor é usar apenas em casos emergenciais. Sempre que possível, conteúdos pessoais e que não têm relação com o trabalho devem ser tratados pelo e-mail pessoal. Se estiver em busca de uma nova colocação profissional, não utilize o e-mail da empresa atual para enviar o seu currículo, pode passar a impressão de que você não a respeita.

2. Educação e cortesia: Apesar de ser uma correspondência mais informal, a maneira como você se relacionará com as pessoas deve seguir os mesmos padrões de um ambiente profissional. Palavras como “por favor”, “obrigada”, “por gentileza” e “desculpa” devem fazer parte do seu vocabulário. Outra dica importante é responder às mensagens recebidas assim que possível, não deixando solicitações sem respostas.

3. Ortografia e gramática: Evite ao máximo enviar e-mails com erros, pois podem causar uma péssima impressão. Utilize corretores ortográficos para conferência e releia os textos para identificar possíveis erros de digitação ou concordância antes de enviar a mensagem. Sempre tente ser claro e objetivo na construção das mensagens.

4. Escolha do assunto e assinatura: No assunto deve constar uma referência breve e clara do conteúdo da mensagem, o que ajudará o receptor a priorizar suas leituras e facilitará a identificação posterior deste conteúdo em meio a tantas outras mensagens. Elabore uma assinatura padrão para suas mensagens, de preferência identificando seu nome, contatos, setor e empresa. Evite figuras, “emotions” e mensagens adicionais.

5. Encaminhando mensagens a terceiros: O cuidado ao repassar mensagens recebidas a terceiros deve ser grande, principalmente se o conteúdo desta for restrito. Coloque no campo “Para” as pessoas que terão ação direta ou decisão sobre o assunto, e no campo “Cópia” as que devem apenas ter conhecimento a respeito. Ao enviar mensagens a um grupo de pessoas que não se conhecem, utilize o recurso “Cópia oculta”, evitando, desta forma, a divulgação de e-mails de outras pessoas sem autorização. Ao envolver uma pessoa em um assunto em andamento, cite o nome desta para que os demais tenham conhecimento. Cuidado com o recurso “Responder a todos”, confira sempre quem está na lista.

6. Envio de arquivos anexos: Não anexe arquivos sem necessidade. Verifique se o destinatário consegue abrir o arquivo que você usa e se pode receber o tamanho de arquivo que você está enviando. Encaminhar arquivos muito grandes pode sobrecarregar o servidor e a caixa de e-mail do receptor.

7. Excessos devem ser evitados: A utilização de “emotions”, desenhos e palavras abreviadas deve ser evitada em e-mails com conteúdo formal. Além disso, a etiqueta de comunicação na Internet diz que palavras em CAIXA ALTA correspondem ao grito das mensagens faladas, portanto, prefira o negrito ou itálico para destacar parte do seu texto, se for esta a sua intenção.

8. Conteúdos inadequados: É muito importante evitar o envio de correntes, piadas e vídeos pelo e-mail corporativo. Utilize seu e-mail pessoal para isso. Além de demonstrar que você está gastando parte do seu tempo de trabalho com assuntos diversos, dependendo do conteúdo, há possibilidade de você comprometer seu emprego. Brincadeiras inadequadas, intrigas e material pornográfico já foram alvos de discussão na justiça contra o empregado.

Ressalto que o uso do e-mail corporativo pelo empregado de forma diferente da que foi orientada pelo empregador ou de forma que prejudique a imagem da empresa, pode caracterizar indisciplina, insubordinação, incontinência de conduta ou desídia funcional, que justificam a demissão por justa causa.

01 setembro
2009
por Helena Pontes

Roupas Masculinas

A conquista de um emprego nem sempre é fácil, por isso, todos os aspectos precisam ser observados por quem vai passar por processos seletivos. A célebre frase que diz que “A primeira impressão é a que fica” é muito apropriada quando falamos sobre aparência. Na busca por uma oportunidade profissional, a entrevista é a primeira oportunidade que o candidato tem para causar uma boa impressão e a apresentação pessoal deve ser levada em consideração para que possa ser bem sucedido.

Não existe uma regra universal sobre o que vestir ou quais acessórios utilizar em uma entrevista de emprego. Tudo depende da imagem que a pessoa quer passar e das características da empresa que está contratando. O visual deve ser coerente com a pessoa, seu estilo, seus interesses profissionais, sua personalidade e sua faixa etária.

Roupas Femininas

O bom senso é um grande aliado no momento de decidir como ir para uma entrevista de emprego. Acho interessante ter em mente que o que menos deve chamar a atenção na entrevista é a aparência do candidato. O que deve estar em foco são suas competências, seus objetivos profissionais e qualificações para assumir a vaga para a qual está concorrendo. Para auxiliar neste desafio, destaco algumas dicas do que deve ser observado na hora de preparar o visual para uma entrevista.

1. Discrição: Como afirmei antes, a aparência não deve chamar muita atenção. Utilizar cores discretas, roupas comportadas e em sintonia com o look em geral é o mais adequado.

2. Exageros: Para mulheres, usar decotes, roupas transparentes, acessórios e maquiagem em excesso pode ser fatal. Da mesma forma roupas muito justas ou curtas. Homens devem evitar bonés, camisa desabotoada, trajes muito esportivos e bermudas, principalmente em ambientes mais formais.

3. Conforto: O candidato deve escolher o que o deixa mais confortável. Nada mais desagradável que um sapato apertado ou uma roupa que limita os movimentos. Conforto, entretanto, não deve ser confundido com desleixo.

4. Formalidade: Nem toda entrevista de emprego pede terno e gravata, para os homens, e tailleur, para as mulheres. Novamente o bom senso deve estar ativado e o candidato precisa avaliar o contexto da vaga, da empresa, da área de atuação e o estilo pessoal. A roupa deve combinar com o cargo que se deseja, então quanto mais formal o cargo, mais formal deve ser a roupa.

A preocupação com a imagem pessoal deve estender-se para toda vida profissional, e não somente no momento de uma entrevista. Outra ressalva que faço, é que a imagem que se passa é importante, mas boa aparência e elegância não garantem a empregabilidade de ninguém. Este é apenas um dos aspectos que devem ser observados quando se está em busca de uma colocação profissional.

Leia também mais dicas no artigo Seleção em Vista – Prepare-se!

30 agosto
2009
por Helena Pontes

Currículo 2a

Com muita frequência pessoas pedem para eu dar uma olhada no currículo e verificar de que forma pode ser melhorado. Muitas dúvidas surgem sobre o que se deve colocar, qual a ordem das informações, dentre muitas outras. O que todos devem ter em mente ao elaborar um currículo é que tudo que ali estiver será avaliado, tanto o conteúdo como a maneira como é apresentado. O processo seletivo já começa com a avaliação do currículo!

Abaixo vou listar o que considero indispensável para que um currículo fique completo.

1. Dados Pessoais: As informações pessoais mais importantes devem estar em destaque no currículo, logo no início. Não podem ficar de fora o nome completo, o endereço e os contatos (telefones e e-mail). Idade ou data de nascimento e estado civil são opcionais, mas são informações complementares que recomendo colocar no currículo. Acho dispensáveis números de documentos e filiação. 

2. Objetivos Profissionais: Destacar quais são os pricipais objetivos profissionais vai deixar claro para o selecionador quais são seus interesses dentro da empresa. Não é necessário colocar frases de efeito ou do tipo “ajudar a empresa a crescer…” . O importante é destacar a área que deseja atuar e que tem vontade de desenvolver conhecimentos.

3. Formação Acadêmica: Deve ser listada destacando o maior nível de escolaridade, principalmente se este sustentar o seu objetivo profissional. Não é necessário informar onde você cursou o ensino fundamental e ensino médio se você já tem pós-graduação, tenha bom senso para listar apenas o que é interessante para o avaliador.

4. Experiências Profissionais: O mais recomendado é informar as experiências em ordem cronológica decrescente, da atual para trás. As mais antigas não precisam ser informadas se não são relevantes para o cargo que pretende no momento. Descreva-as, citando as atividades executadas, onde e por quanto tempo.

5. Informações Complementares: De acordo com o cargo que se pretende, algumas informações complementares devem ser informadas, pois vão deixar seu currículo mais atraente. Idiomas, cursos complementares, participação em eventos, disponibilidade para viagens ou mudança, página na Internet, são algumas que podem ser interessantes.

6. Data da Última Atualização: Importante para que o selecionador saiba a época em que o currículo foi atualizado. Normalmente colocada ao final.

Acredito que não existe um único formato correto de currículo, cada pessoa deve apresentar-se da forma que mais lhe deixar atraente para o mercado de trabalho.

Fundamental é deixar o currículo sempre atualizado e antes de encaminhar para uma vaga especifica, revisar as informações para não deixar passar nada que possa ser considerado desfavorável.

Leia também:

Dicas de Currículo: Contatos em Destaque!!

Dicas de Currículo: Acerte no Português!!

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